sábado, 16 de janeiro de 2016

Corrupção na colônia

Trama de romance de Marco Moretti traça paralelo entre as primeiras décadas após a descoberta do Brasil e o início da corrupção



Tema presente em todas as rodas de dicussão no Brasil, a corrupção não é assunto novo. Durante o século XVI, depois da chegada dos europeus ao novo mundo, florestas foram devastadas na extração do pau-brasil e na caça de animais exóticos para serem traficados. Escravos nativos eram capturados para serem utilizados como mão de obra. Esse é o cenário no qual se passa a trama de Os Conquistadores. Trata-se do segundo romance do jornalista e professor Marco Moretti, mestre em Comunicação Social pela USP.

Editado pela Novo Século, o livro chegou às livrarias no mês de outubro oferecendo aos leitores uma reflexão de que os males de hoje no Brasil começaram à época da conquista pelos europeus. A obra volta ao século XVI para mostrar os primórdios de problemas como a corrupção, a ambição dos poderosos, o descaso com as populações nativas, a imposição de uma cultura e uma religião estranha.

A trama principal relata a viagem de expedicionários pelos sertões do país em busca de um tesouro fictício, mas outras histórias se entrecruzam no caminho. Os Conquistadores é dividido em duas partes, combinando realidade e fantasia, com direito a um mistério que só é revelado na última página.  

A vida no reich: dias de tempestade


Para o alemão comum, a Segunda Guerra Mundial não começou com o ronco infernal dos bombardeiros Stuka e explosões que faziam a terra tremer, como foi para os cidadãos de Varsóvia e Cracóvia. Não houve ataques aéreos ou blecautes como na Inglaterra, ou as corridas em pânico para comprar mantimentos e combustível, como na França, Bélgica e Holanda. Em vez disso, o primeiro sinal de que a Alemanha estava envolvida em um conflito internacional veio com o rompimento de todas as comunicações com o mundo exterior. A partir da tarde de 1º de setembro de 1939, nenhuma ligação telefônica podia ser feita para fora do Reich. As telefonistas foram instruídas a informar às pessoas que ligavam que não conseguiriam conectá-las, mas o serviço normal seria restabelecido o mais rápido possível.

O rádio era, agora, a principal fonte de informação das pessoas e todas as transmissões tinham que ser aprovadas pelo Ministério do Esclarecimento Público e da Propaganda, comandado por Goebbels. Consequentemente, o tom dos primeiros anúncios na véspera da guerra era de resignação e determinação. Era “uma pena” que as coisas tivessem chegado a esse ponto, mas a liderança tinha a “consciência tranquila”. O povo alemão tinha direito ao seu Lebensraum (espaço vital): “Fizemos tudo que qualquer país faria para estabelecer a paz”, dizia um comunicado lido nas rádios.

Poucos entre os alemães que ouviam as notícias naquela tarde amena de outono teriam questionado tal direito. Por mais de um ano, diuturnamente, a população da Alemanha e de seus aliados do Eixo havia sido condicionada a acreditar que eram vítimas dos rancorosos poderes inimigos, que haviam imposto reparações punitivas excessivas após a derrota na Primeira Guerra Mundial e ocupado território que o Führer declarara solo sagrado. A invasão da Polônia não era um ato de agressão, diziam, mas meramente a Alemanha exercendo sua autoridade para “libertar” os alemães dos territórios ocupados e para limpar a Europa das “raças inferiores”, a fim de que a Europa oriental pudesse ser arianizada.

Quando a guerra foi declarada, um dos primeiros ajustes a que todos tiveram de se acostumar foram os blecautes. Meras cortinas eram insufi cientes, como a população era lembrada em termos claros pelos diligentes oficiais de bloco e a polícia, que autuavam qualquer um que deixasse um um mínimo traço de luz escapar.

O humor sombrio por todo o país contrastava frontalmente com o patriotismo ufanista com que a declaração de guerra fora recebida em 1918. Havia também muitos resmungos e descontentamento, principalmente nas comunidades rurais, que veriam muitos homens mais velhos de famílias camponesas – alguns com mais de 40 anos – serem recrutados, enquanto um número expressivo de homens mais jovens era isentado do serviço militar sob a alegação de que estavam em profissões valiosas. Essas exceções criaram um “clima disseminado de ressentimento venenoso” pela população, segundo um relatório oficial.

Se os civis alemães imaginavam que a guerra se confinaria aos campos de batalha e que as primeiras vitórias na Polônia, França, Bélgica e Holanda trariam paz e prosperidade internas, logo foram desiludidos. Racionamento e escassez eram apenas duas das muitas inconveniências impostas à dona de casa alemã nos primeiros meses da guerra.

Elas rapidamente aprenderam que a única forma de comprar alguns produtos alimentícios era começar cedo e percorrer as gôndolas atrás de produtos frescos, ou cair nas graças dos vendedores e fazendeiros locais, deixando de lado qualquer reserva que tivessem quanto a colocar o bem-estar de sua família acima do bem da comunidade, ao contrário do que os cartazes de propaganda diziam para fazer. “Gemeinnutz geht vor Eigennutz” (o interesse da comunidade acima do interesse pessoal) era o slogan que as lembrava de seu dever cívico quando entravam na fila para comprar itens de que não tinham necessidade imediata, mas que achavam que poderiam escassear no futuro.

O racionamento era uma difi culdade a que se poderia acostumar, mas essa dificuldade se tornava cada vez maior a cada mês, já que as rações iam sendo reduzidas à medida que o tempo e a guerra passavam. Mesmo a dona de casa suburbana mais orgulhosa considerava fazer um galinheiro escondido no quintal na esperança de trocar o ovo em pó pelo verdadeiro. Se as aves não fossem produtivas, ao menos dariam um jantar decente.

A mancha e a entrelinha — ou a quem pertence este livro?

'Steve Jobs' traz performances marcantes de Michael Fassbender e Kate Winslet

Hisória conturbada de Steve Jobs com a filha não reconhecida rege o novo longa sobre o gênio da tecnologia

O lado familiar de Steve Jobs não fica de fora no filme
 (Reprodução/Internet)

Retratar a vida de um dos maiores empresários da tecnologia em um filme de cerca de duas horas não é tarefa fácil e pode se tornar um desastre. Foi assim com Jobs, de 2013, que teve a atuação mediana de Ashton Kutcher, procurou contar todos os fatos do fundador da Apple e se atrapalhou no meio do caminho. Talvez por isso mesmo o roteiro de Aaron Sorkin, ganhador de um Oscar e recém-premiado no Globo de Ouro, em Steve Jobs, consiga prender a atenção ao explorar dramas pontuais da vida do homenageado.

A história tem como espinha dorsal a relação conturbada de Jobs com Chrisann Brennan (Katherine Waterston),  mulher com a qual o empresário teve um relacionamento que gerou uma criança, Lisa (vivida por três atrizes durante o filme). Esse relacionamento controverso, com Jobs não reconhecendo a garota como filha e gerenciando crises com Lisa é entremeado pelas histórias de sucesso e fracasso do fundador da Apple.
 
São ao todo três fases bem retratadas. A primeira é o lançamento do Macintosh, em 1984, um dos primeiros computadores pessoais, mas que foi um fracasso nas vendas — e custou o emprego de Jobs na Apple. Em seguida, o empresário tenta se reerguer com uma nova empresa, a Next, mas sem sucesso. E por fim, o triunfo quando Steve lança o iMac, que marca o retorno dele à empresa. Vale destacar a boa construção do filme, que mistura o noticiário real daquela época com a ficção, provando tudo o que está descrito ali.
 
O filme vale não só pela construção bem acertada da história, mas pelas incríveis atuações de Michael Fassbender, como Steve Jobs; Kate Winslet, como Joanna Hoffman, diretora de Marketing da Apple — o que valeu a ela um Globo de Ouro como melhor atriz coadjuvante; e Jeff Daniels, como John Sculley, ex-CEO da empresa. Diferentemente da preocupação do Jobs de Asthon Kutcher de copiar todo o gestual, Fassbender traz a figura do empresário como retratada na biografia original, com energia, teimosia e uma interpretação surpreendente. Os diálogos entre ele e Kate ou Jeff Daniels prendem a atenção e não deixam o
espectador se entediar.
 
Na direção, Danny Boyle soube tirar o melhor dos atores e fazer um longa bem interessante para fãs do empresário, da marca ou apenas curiosos sobre a personalidade de um dos maiores gênios — mesmo que de marketing — da tecnologia no mundo.
 
Clique aqui e confira as sessões do longa. 

Em coletiva, ministro da Educação fala sobre o piso salarial de professores

 Mariana Niederauer

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, falou em coletiva nesta quinta-feira (14) sobre o piso salarial de professores. Com o reajustes desse ano, os valores passam de R$ 1917,78 para R$ 2.135,64 — aumento foi de 11,36% em relação a 2015.

O piso salarial dos docentes é reajustado anualmente de acordo com a Lei 11.738/2008, que vincula o aumento à variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Segundo o ministro da Educação, 10% do fundo deve ser destinado à política de compensação salarial. Em 2014, o valor foi de R$ 1,175 bilhões e, em 2015, foi de R$ 1,197 bilhões.

Por conta de dificuldades finaceiras, estados e municípios queriam que o reajuste do piso salarial dos professores fosse adiado para agosto e que o índice fosse menor: de 7,41% e não 11,36%, como prevê a lei.

O Conselho Nacional de Secretarias de Educação (Consed) pediu que os critérios de repartição fossem revistos mas, segundo o ministro, a pasta somente irá rever os valores depois de uma manifestação da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) sobre a mudança.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

50 contos de Machado de Assis.


Antologia indispensável com o melhor dos contos do grande escritor brasileiro. Conheça o Brasil de Machado de Assis, os personagens e as situações que fazem dele um dos maiores expoentes da literatura em língua portuguesa. Um homem que tem o estranho prazer de torturar ratos, e encara a morte da mulher com a mesma satisfação; outro que, abandonado numa fazenda, se olha num espelho e descobre que seu reflexo desapareceu; uma mulher tão obcecada em esconder a idade que impede a filha de se casar; um afortunado compositor de melodias populares que deseja desesperadamente escrever música clássica; um rapazinho de quinze anos que se deixa empolgar pela visão dos braços de uma mulher mais velha; um casal empobrecido que adora dançar e termina esbanjando numa festa o prêmio ganho na loteria... Essas são algumas das situações e personagens desta nova antologia de contos de Machado de Assis que inclui textos famosos, mas também escolhas menos usuais, além de uma apresentação convidativa e de notas esclarecedoras. Seja você um aficionado pela obra de Machado ou apenas um entusiasta da boa literatura, a amplitude e sutileza destes escritos, o prazer que se extrai da maneira como as histórias são contadas e da observação de pequenos detalhes vão fazê-lo ler, reler e redescobrir o maior escritor brasileiro. Carlos Drummond de Andrade dizia que ler Machado de Assis era uma tentação permanente, quase como um vício a que tivesse de resistir: não há melhor lugar para se dedicar a esse vício do que este livro.

  • Valor R$ 47,00
  • Unidades: 03
  • Capa comum: 496 páginas
  • Editora: Companhia das Letras; Edição: 1 (28 de junho de 2007)
  • Idioma: Português
  • Dimensões do produto: 22,9 x 15,7 x 2,5 cm
  • Peso do produto: 680 g

Na trilha da gramática.


A obra apresenta exemplos práticos de análise linguística, com o objetivo de, desde cedo, levar aos alunos a refletirem, de forma contextualizada e dinâmica, sobre a língua materna. Os vários tipos de reflexão linguística que serão incentivados levam ao desenvolvimento de capacidades e habilidades relativas ao reconhecimento da língua como um objeto que pode ser manipulado pelo indivíduo e também como um instrumento de interação.

  • Valor R$ 52,00
  • Unidades: 01
  • Capa comum: 328 páginas
  • Editora: Cortez; Edição: 1 (1 de janeiro de 2013)
  • Idioma: Português
  • Dimensões do produto: 22,9 x 16 x 2 cm
  • Peso do produto: 635 g

O que é a felicidade?

O que é a felicidade?



Em narrativa lúcida e com elementos da mitologia, da filosofia, da arte e da literatura, Malouf traça o conceito de felicidade ao longo da história. Discute os mitos da criação da Grécia antiga e as escolas filosóficas de Atenas, analisa a declaração revolucionária de Thomas Jefferson de que "a procura pela felicidade" é um direito, explora a celebração do prazer sensual em Rembrandt e Rubens e oferece interpretação perspicaz de uma sociedade moderna cada vez maior e mais impessoal.

  • Valor R$ 29,90
  • Unidades: 01
  • Capa comum: 152 páginas
  • Editora: WMF Martins Fontes; Edição: 1 (1 de janeiro de 2014)
  • Idioma: Português
  • Dimensões do produto: 17,5 x 11,2 x 1 cm
  • Peso do produto: 181 g

Professores para quê?

Professores para quê?

Para uma pedagogia da pedagogia.



Este é um livro que se coloca decididamente na contracorrente. É um ensaio que pretende inferir, sob as abstrações, o significado permanente da educação, através da relação do mestre com seu discípulo. Diante do sonho de uma aprendizagem de massa, na escala de uma civilização de massa, é compreensível que este ensaio possa assumir o tom de um requisitório e de um panfleto.

  • Valor R$ 40,40
  • Unidades: 01
  • Capa comum: 214 páginas
  • Editora: WMF Martins Fontes; Edição: 2 (1 de janeiro de 2003)
  • Idioma: Português
  • Dimensões do produto: 8,4 x 5,6 x 1,3 cm
  • Peso do produto: 227 g

"O Regresso" larga na frente na corrida ao oscar.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/01/1729233-com-12-indicacoes-o-regresso-larga-na-frente-na-corrida-ao-oscar.shtml